Neblina
Eis algo que aprecio muito: viajar. Desde viagens curtas (a outros municípios do Rio, por exemplo) à viagens mais elaboradas (como minhas últimas viagens para Santos), esses momentos sempre me conduzem a refletir sobre a vida.

Este ano tive o prazer de voltar a viajar por conta própria, sozinha, sem lenço e com documento. Fui para Santos, cidade litorânea paulista, completamente desconhecida.
Sou uma virginiana típica nas horas que antecedem uma viagem: faço listas de itens a serem levados e preparo a mala separando as roupas de acordo com as projeções e demais itens de acordo com a (possível) necessidade, minunciosamente.
Quando era mais nova fazia questão de programar cada passo, hoje em dia não, só preciso saber o que esperar. Neste caso específico, não planejei, ou melhor, não fiz um planejamento elaborado e cheio de restrições ou obrigações. Estava sintonizada com a energia de Sagitário: a aventura, a possibilidade de conhecer algo novo e viver novas experiências.
O interessante de viagens longas é que me permitem analisar múltiplos detalhes. Tenho que confessar que minha coluna vertebral não aprecia tal fenômeno por muitas horas, mas meus sentidos deleitam-se a cada nova paisagem e ficam entorpecidos, em um onírico universo.
Tirei fotos da neblina, acreditando que poderia captar aquele instante tocante. Havia poesia naquele momento onde estava envolvida em brumas. Pensei na metáfora perfeita para explicar como atua o elemento ar. Em uma fração de minuto tudo ficou branco, no instante seguinte flores romperam a monocromia.
Luz, paz, amor e harmonia.


on March 12th, 2009 at 11:28
A historia das brumas me fez lembrar que elas servem de barreira entre mundos [joguei no google masnão achei o resto da historia]. Agora só depende de nós escolher se permanecemos envoltas as brumas, afastada dos mundos ou se optamos por abraçar um dos lados que nos é exposto e lutar para realizarmos tudo que desejamos nele, mesmo que seja doloro. Saiba que as vezes a insanidade é causada pelo barulho, o barulho alto e ensurdecedor do nosso próprio coração que tem sede de boas lutas e não necessariamente de vitorias, pois para ele a vitoria é apenas continuar a bater.
on April 7th, 2009 at 09:12
Wil.
É uma barreira sim, uma barreira de “ocultação” por assim dizer… ninguém se arrisca nas brumas, pois quando você não vê a outra margem, tudo é mais assustador.
Beijos!